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sábado, 30 de setembro de 2017

A rígida tutela masculina imposta a mulheres sauditas

O rei Salman da Arábia Saudita aprovou um decreto permitindo que as mulheres dirijam pela primeira vez na história do país, para alegria de ativistas.
No entanto, o reino ainda restringe a liberdade das mulheres de várias outras formas.
As sauditas vivem sob tutela de um guardião que precisa dar permissão para elas trabalharem, ter acesso ao plano de saúde e interagir com homens fora do círculo familiar.
Desde abrir conta em um banco até acessar serviços de saúde e conversar com homens fora da família, as sauditas precisam da autorização masculina para realizar muitas atividades cotidianas.
Esse sistema de tutela foi duramente criticado por organizações como a ONG Human Rights Watch, que comparou o estado legal das mulheres com o dos menores de idade, já que "não podem tomar decisões chave para seu futuro por si mesmas".
(Conteúdo BBC)



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A habilidade de 'super-herói' das moscas

Tente matar uma mosca. Em pouco tempo, você se dará conta de que ela é mais rápida que você. Muito mais rápida. Mas como, afinal, essas minúsculas criaturas, com seus minúsculos cérebros, escapam tão facilmente de nós? A resposta é que, comparada com humanos, as moscas essencialmente veem o mundo em câmera lenta. Como exemplo, imagine um relógio analógico. Os humanos veem os ponteiros se moverem em uma determinada velocidade. Já uma tartaruga veria os ponteiros se movendo duas vezes mais rápido. A maioria das moscas, por sua vez, perceberiam os ponteiros se movendo quatro vezes mais devagar. A percepção do tempo, portanto, varia por espécie. Os animais enxergam o mundo como se fosse um vídeo contínuo. Na realidade, porém, o que fazem é conectar imagens enviadas dos olhos ao cérebro em uma determinada quantidade de vezes por segundo. Para humanos, são 60 flashes por segundo. Para tartarugas, 15. E moscas, 250.
(Conteúdo BBC)




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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Verdades que cada signo precisa ouvir

Se conselho fosse bom a gente até fazia Moments com eles - então é bom ouvir essas dicas da @astroslogias:



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Por que a água se retrai antes da chegada de um furacão
























(Conteúdo BBC)
Quando o furacão Irma, o mais poderoso da década no Atlântico, ainda se aproximava da costa da Flórida, a ventania se intensificava, a chuva começava a cair quando, de repente, o mar começou a se retrair.
Aos poucos, a água foi sendo sugada, recuando e se afastando das costas e praias. Deixou um rastro de algas, pedras, troncos, ouriços do mar e caramujos.
Barcos, que antes boiavam à beira mar, ficaram afundados na areia. Essas cenas foram vistas várias vezes à medida que o furacão avançava para os EUA - e imagens pipocaram durante todo o fim de semana nas redes sociais.
As primeiras foram registradas nas Bahamas e, depois, nas costas de Key West, Naples, St. Petersburg, Sarasota e Tampa, cidades no oeste da Flórida.
E por que o mar recuou se o um ciclone estava se aproximando? Não seria o caso de a maré subir, provocar ondas e inundar tudo?
"Nem sempre isso acontece. Depende da força e da direção dos ventos do furacão", explica Juan Carlos Cárdenas, meteorologista do Centro Mundial de Prognósticos do The Weather Company, empresa de previsão e tecnologia de clima e tempo.
O fenômeno deixou muita gente surpresa e causou intensa discussão nas redes sociais.
"Foi muito estranho porque tinha muito vento, mas, ao invés de ter ondas, o mar foi embora. Foi algo estranhíssimo", contou Sandra Padrón, moradora de Naples, à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC. Ela disse que teve medo. "O mar recuou muito na manhã (de domingo). Pensei que era com anúncio de algo ruim."
De acordo com o especialista, para compreender esse fenômeno é preciso entender a estrutura e o movimento de um furacão.
Os ventos dos ciclones tropicais, quando se formam ao norte do Equador, circulam no sentido anti-horário, isto é, da direita para a esquerda.
"Assim, quando Irma foi se aproximando da Flórida, o vento, que é muito forte, sopra do leste para o sudeste, de forma que arrasta, 'puxa' a água, da costa para dentro (do oceano)", explica Cárdenas.
"O que tem que ser levado em consideração neste caso é que a forma e força com que o vento avança são tão poderosos que fazem a água se mover na mesma direção", completa o especialista.
Portanto, diz ele, como a costa oeste da Flórida está localizada na direção oposta ao vento, a água tende a recuar nessa região.
(...)
Pressão no olho do furacão
O meteorologista da BBC Clive Mills-Hicks explica que "a força dos ventos não apenas cria ondas gigantescas como também empurra e puxa a superfície do oceano em escala regional, elevando o nível do mar em algumas áreas e, inevitavelmente, sugando ele de outras áreas, que é o que aconteceu nas Bahamas".
Segundo Mills-Hicks, um segundo fator a ser considerado é a pressão atmosférica no centro do furacão, que, no caso do Irma, é muito baixa. "O peso do ar fazendo pressão sobre a água é reduzido, o que permite elevar o nível da água no olho do furacão. Mas, áreas adjacentes verão uma queda no seu nível à medida que a água é puxada para cima no olho do furacão."
O fenômeno também ocorre com a chegada de tsunamis, quando a água de uma praia é puxada para dentro do mar para alimentar a onda - causando a redução do nível do mar.
- Reportagem completa e imagens em BBC:
* 'O mar secou': por que a água se retrai antes da chegada de um furacão



Mar de Tampa 'sumiu' antes da chegada do Irma

Assim como aconteceu em praias nas Bahamas, o furacão 'sugou' a água de algumas praias da baía da Flórida em sua passagem.