Planta aquática flutuante brasileira ameaça o maior lago da Etiópia
Muito encontrado na região amazônica, o jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) está se alastrando pelo Lago Tana, que é fonte de sobrevivência para muitas pessoas que vivem na região de Amhara, no noroeste do país.
Imagens áreas mostram uma imensidão verde cobrindo parte de sua superfície, que tem 84 km de comprimento e 66 km de largura.
Para o cientista ambiental Ayalew Wolde, “a nossa falta de conhecimento e as mudanças climáticas produziram essa imensa tragédia”.
O rápido crescimento do jacinto-de-água é resultado especialmente de dois fatores: ele praticamente não tem predadores naturais no lago e tem a reprodução favorecida pelas altas temperaturas da região.
Em paralelo à sua expansão, o nível de água caiu. "De 25 metros para 15 metros", lamenta um barqueiro.
"A produção de peixes também caiu. A possibilidade de perdermos o Lago Tana é alta", diz ele.
"Não podemos usar produtos químicos para destruirmos a planta porque as pessoas usam água do lago para beber. E o gado também", completa.
Voluntários vêm removendo toneladas das plantas.
Moradores de outros vilarejos também decidiram colaborar nos esforços.
A menos que uma solução inovadora surja, o futuro do maior lago da Etiópia permanece cercado de dúvidas.
Nas remotas montanhas de Gheralta, na Etiópia, um padre da Igreja Ortodoxa Copta enfrenta diariamente uma jornada perigosíssima.
Ele precisa escalar uma montanha para chegar à igreja que administra, encravada no topo de um penhasco.
“Não tenho medo. É muito difícil, mas é possível”, diz Haylesilassie Kahsay.
A igreja fica à beira de um precipício de 250 metros - teria sido construída pelo santo Abuna Yemata por volta do século 6, ou seja, tem mais de mil anos de idade.
“Eu acordo bem cedo de manhã. E trabalho em casa até às 6h, enquanto meu almoço é preparado”, conta o padre.
Ele passa a maior parte do tempo na montanha, estudando livros antigos. "É bem silencioso aqui e não há ninguém com quem conversar.”
A subida até a igreja inclui um trecho vertical de dez metros, que Haylesilassie escala sem sapatos ou cordas.
Por séculos, os padres que administram essa igreja na montanha foram enterrados lá mesmo. Nenhum deles morreu durante a escalada.
"Ninguém caiu até agora graças à proteção dos nove santos. Os santos que moram nessas montanhas os acompanharam os padres pelo caminho”, diz Haylesilassie.
O "expediente" do padre termina por volta de 18h, quando ele fecha os livros, tranca a porta da igreja e percorre de volta as duas horas de caminhada pela montanha.
“No pôr do sol, eu tranco a igreja e sigo para casa.”
Segundo o jornal 'Clarín', um menino de 8 anos foi contaminado por 'Naegleria fowleri' em 2017 quando nadava em uma lagoa na província de Junín. A criança morreu de 5 a 7 dias depois. A ameba 'Naegleria fowleri' entra no corpo humano pelo nariz e pode provocar uma infecção devastadora no cérebro. Este foi o primeiro caso do tipo na Argentina.