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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Descobertos três novos planetas "potencialmente habitáveis"

Três planetas “potencialmente habitáveis” foram descobertos na órbita de uma pequena estrela e oferecem pela primeira vez a possibilidade “de se encontrarem vestígios químicos de vida fora do nosso sistema solar”.
Tendo em conta o seu tamanho e proximidade à estrela de baixa intensidade, todos os planetas podem ter regiões com temperaturas adequadas à existência de água líquida e de vida.
Orbitam em redor de uma pequena estrela – que é um pouco maior do que Júpiter – e as suas temperaturas poderão ser similares às do planeta Terra.
A descoberta foi feita por investigadores da Universidade de Liege, na Bélgica, e do MIT em Boston, nos EUA e publicada na revista Nature.
Os três exoplanetas estão a cerca de 40 anos luz de distância da Terra, não muito longe, na perspetiva dos astrônomos, e foram encontrados através do telescópio Trappist, que está situado no Chile. A estrela recebeu o nome de Trappist-1.
Assuntos relacionados em:
* Exploração Espacial: Euronews Português














terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O nascimento da "astronomia gravitacional"

A confirmação da existência de ondas gravitacionais abre uma nova perspetiva na exploração do universo.





(A viagem de uma onda gravitacional)


(Simulação da fusão de dois buracos negros e a propagação de ondas gravitacionais)



A descoberta, anunciada na quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2016, a partir do som da colisão de dois buracos negros longínquos, é considerada como um dos maiores avanços na física das últimas décadas.
Um dos cerca de mil cientistas que participaram na construção do Interferómetro laser LIGO, o aparelho responsável pela descoberta, explica a importância destas ondas.
“Abrimos uma nova janela sobre o Universo. Temos possibilidade de estudar de forma totalmente diferente fenômenos que permaneciam até hoje obscuros”.
Diretor do laboratório de materiais avançados de Lyon, em França, Gianpietro Cagnoli explica também as possíveis aplicações da nova descoberta.
“Nós já sabíamos que o Universo pode ser estudado e observado por diferentes instrumentos: os telescópios tradicionais, radiotelescópios, raios cósmicos, partículas de alta energia, e agora as ondas gravitacionais. Esperamos poder agora aumentar o nível de conhecimento sobre o Universo”.
A detecção deste tipo de ondas abre também o caminho à “astronomia gravitacional”, segundo Benoît Mours, diretor de investigação do Centro Nacional de Investigação Científica, entrevistado pela agência francesa AFP.
A detecção das ondas gravitacionais vai permitir ver o que está a acontecer “no interior” durante a fusão de dois buracos negros, por exemplo, segundo Mours.
“As nossas vidas não vão mudar amanhã de manhã”, segundo o investigador francês, que salienta que os avanços tecnológicos que permitiram a deteção de ondas poderão ter, em última instância, um impacto na vida diária das pessoas.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Descoberta traz esperança de cura de Alzheimer e degenerações cerebrais

Leia a reportagem completa em BBC Brasil
* Nova descoberta pode levar a cura de Alzheimer
A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico.














"Extraordinário!"
Acredita-se que este processo aconteça em muitas formas de neurodegeneração, por isso, interferir este processo de modo seguro pode resultar no tratamento de muitas doenças.
Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.
O estudo, divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas. No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.
A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: "Eles estavam muito bem, foi extraordinário." "O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios." "Este não é o composto que você usaria em pessoas , mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo", disse Mallucci.
Ela disse que o composto oferece um "novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção" e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.
O laboratório de Mallucci também está testando o composto em outras formas de neurodegeneração em camundongos, mas os resultados ainda não foram publicados.
Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.
Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida." ...