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quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Cineasta e radialista indígena preserva e divulga a cultura de seu povo | Jogos Mundiais Indígenas/2015
O indígena Jair Kuikuro saiu cedo de sua aldeia, aos 15 anos, para se tornar cineasta, mas hoje tem mais uma profissão: locutor de rádio.
Após não conseguir uma licença para criar uma rádio comunitária em sua região no Xingu, ele recorreu ao WhatsApp e começou a Rádio FM Xingu por meio de aplicativo. Sua primeira grande cobertura são os Jogos Mundiais Indígenas, que se encerraram neste sábado em Palmas, no Tocantins.
Jair afirma já ter chegado a postar 500 áudios em um único dia desde o início do evento, além de fotos e mensagens que distribui para seus oito grupos de seguidores e assim manter informados os "parentes" indígenas que não puderam estar presentes na festa.
Enquanto as competições de arco e flecha, arremesso de lança e corrida de tora acontecem no estádio da arena, Jair se reveza entre o microfone e o telefone, já que também é um dos apresentadores do evento.
Um dos criadores do Coletivo Kuikuro de Cinema, que já produziu cinco curtas e um longa-metragem, Jair ainda está registrando tudo que vê nos Jogos para um novo documentário.
"Nosso objetivo é documentar a nossa cultura para mostrar para as novas gerações as tradições de canto, história, reza, tudo que a gente tem", diz ele.
Produção e reportagem: Luciani Gomes e Júlia Dias Carneiro
Cinegrafista: Vitor Brunoro
- As índígenas que correm com toras de 80 kg nas costas
A corrida de tora foi uma das que mais despertou curiosidade nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas em Palmas.
Tuxati Jakankrati, líder das mulheres da delegação, diz que a tora usada por seu povo é de coco e chega a pesar 80 quilos. A carregada pelos homens pode pesar até 120 quilos.
A corrida é praticada em períodos de festas, e há toras de tipos de tamanhos diferentes para marcar cada festividade.
Produção e reportagem: Luciani Gomes e Júlia Dias Carneiro
Cinegrafista: Vitor Brunoro
Marcadores:
cineasta,
cultura,
indígena,
preservação
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
'La Danza del Volador' da cultura indígena Totonaca/México
A Dança do Voador (La Danza del Volador, em espanhol)
Quando os espanhóis chegaram à costa leste do México, em 1519, o povo indígena Totonaca foi o primeiro que encontraram.
Naquele mesmo ano, os Totonacas se juntaram a uma coalizão de guerreiros indígenas para lutar contra a tirania asteca.
A derrota contra os astecas obrigou os Totonacas a se converterem ao cristianismo, e a abandonarem quase integralmente sua cultura.
Nos anos seguintes, epidemias e doenças trazidas da Europa dizimaram sua população.
Hoje, a língua totonaca é falada por cerca de duzentas e cinquenta mil pessoas, e a comunidade luta para preservar o idioma e a herança cultural.
A Dança do Voador (La Danza del Volador, em espanhol) é um poderoso símbolo da cultura Totonaca. Quatro homens ficam pendurados de cabeça para baixo por cordas amarradas em um poste, rodopiando ao som de uma flauta e de um tambor tocados por um outro homem, em uma plataforma no topo.
Eles representam a terra, o vento, o fogo e a água, voando ao redor do sol, em louvação à felicidade e à fertilidade.
Quatro homens ficam pendurados de cabeça para baixo por cordas amarradas em um poste, rodopiando ao som de uma flauta e de um tambor tocados por um outro homem, em uma plataforma no topo. Eles representam a terra, o vento, o fogo e a água, voando ao redor do sol, em louvação à felicidade e à fertilidade.
- Conteúdo BBC Brasil
Quando os espanhóis chegaram à costa leste do México, em 1519, o povo indígena Totonaca foi o primeiro que encontraram.
Naquele mesmo ano, os Totonacas se juntaram a uma coalizão de guerreiros indígenas para lutar contra a tirania asteca.
A derrota contra os astecas obrigou os Totonacas a se converterem ao cristianismo, e a abandonarem quase integralmente sua cultura.
Nos anos seguintes, epidemias e doenças trazidas da Europa dizimaram sua população.
Hoje, a língua totonaca é falada por cerca de duzentas e cinquenta mil pessoas, e a comunidade luta para preservar o idioma e a herança cultural.
A Dança do Voador (La Danza del Volador, em espanhol) é um poderoso símbolo da cultura Totonaca. Quatro homens ficam pendurados de cabeça para baixo por cordas amarradas em um poste, rodopiando ao som de uma flauta e de um tambor tocados por um outro homem, em uma plataforma no topo.
Eles representam a terra, o vento, o fogo e a água, voando ao redor do sol, em louvação à felicidade e à fertilidade.
Quatro homens ficam pendurados de cabeça para baixo por cordas amarradas em um poste, rodopiando ao som de uma flauta e de um tambor tocados por um outro homem, em uma plataforma no topo. Eles representam a terra, o vento, o fogo e a água, voando ao redor do sol, em louvação à felicidade e à fertilidade.
- Conteúdo BBC Brasil
domingo, 25 de agosto de 2013
Tribo indígena isolada surge pedindo alimentos/Peru
Um grupo de índios da tribo Mashco-Piro, uma das mais isoladas do mundo, fez contato com pessoas em um povoado da região da Amazônia peruana para pedir comida, cordas e machetes, de acordo com autoridades locais.
Os dezenas de índios foram filmados em junho tentando atravessar o rio Las Piedras, no povoado de Monte Salvado, no sudeste do Peru.
Preocupados em preservar a saúde dos nativos, cujo sistema imunológico pode não resistir a doenças de pessoas que vivem no povoado, guardas da região dissuadiram os índios que tentavam chegar à outra margem do rio.
Saúl Puerta Penha, diretor da ONG Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Floreta Peruana conta que os índios no vídeo estão pedindo bananas para se alimentar.
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