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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O Natal dos pracinhas brasileiros em 1944

Ravióli com peru, música e bombas
Em 1944, cerca de 25 mil soldados foram enviados à Itália para lutar ao lado dos americanos contra forças nazistas e fascistas.
E em meio ao frio e à neve, eles celebraram seu único Natal. Eles comeram peru - mas como acompanhamento e não prato principal. E puderam ouvir o conjunto da FEB tocar "As Pastorinhas", de Noel Rosa.
Essas informações vieram à tona graças ao resgate das únicas gravações de áudio dos pracinhas, feitas pelo correspondente de guerra do Serviço Brasileiro da BBC, Francis Hallawell.
Ele foi o único a gravar os sons do dia a dia dos soldados brasileiros na Segunda Guerra.



sábado, 21 de outubro de 2017

O êxodo de refugiados em imagens aéreas/Mianmar

A situação crítica vivida por milhares de muçulmanos rohingya é considerada atualmente a crise de refugiados que se agrava mais rapidamente no mundo.
Arriscando suas vidas ao fugir de Mianmar a pé ou pelo mar rumo a Bangladesh, mais de 500 mil já abandonaram suas casas para escapar da perseguição dos budistas na província de Rakhine, no norte do país, desde agosto de 2017.
A Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu as ações militares em Rakhine, motivo do êxodo, como "um exemplo clássico de limpeza étnica".
As Forças Armadas de Mianmar argumentam estar combatendo militantes rohingya e negam ter civis como alvos.
No início do ano, 1 milhão de rohingyas viviam no país, majoritariamente em Rakhine.
Eles são uma das principais minorias étnicas de Mianmar e formam grande parte da população muçulmana.
Mas o governo se recusa a conceder cidadania aos rohingya e chegou, inclusive, a exclui-los do Censo de 2014.
Desde a década de 1970, os rohingya abandonaram Mianmar em números significativos, bem superiores às estimativas oficiais.
Nos últimos anos, antes da recente crise, milhares enfrentavam travessias perigosas para fugir do país, deixando para trás agressões e abusos das forças de segurança.
O último êxodo começou em 25 de agosto, depois que insurgentes rohingya atacaram mais de 30 postos policiais.
Os Rohingyas que chegam à área conhecida como Cox’s Bazaar, um distrito de Bangladesh, dizem ter abandonado Mianmar após tropas, apoiadas por multidões de budistas, queimarem vilarejos, atacando e matando civis.
A Anistia Internacional diz que os militares de Mianmar já mataram centenas de rohingya e abusaram de meninas e mulheres da etnia.
O governo alega que as operações contra os militantes foram encerradas no dia 5 de setembro, mas correspondentes da BBC constataram que elas continuaram após essa data.
Ao menos 288 vilarejos foram parcial ou totalmente destruídos por incêndios no norte de Rakhine após agosto de 2017, segundo análise de imagens de satélite pela ONG Human Rights Watch.
Os registros mostram os vilarejos onde os rohingya viviam foram reduzidos a cinzas enquanto outros próximos permaneceram intactos.
A Human Rights Watch diz que a maior parte dos incêndios considerados criminosos aconteceu no município de Maungdaw, entre 25 de agosto e 25 de setembro, e vários deles acabaram destruídos após 5 de setembro, mesmo depois que a líder de facto de Mianmar, Aung San Suu Kyi, ter dito que as operações haviam sido encerradas.
A ONU assinala que a situação no país é “a crise de refugiados que se agrava mais rapidamente no mundo”.
Antes de agosto, já havia 307,5 mil refugiados rohingya vivendo em campos, assentamentos e comunidades, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
A maioria dos rohingya em fuga que chegam a Mianmar – homens, mulheres, crianças, a maioria sem nenhum bem a não ser as roupas do corpo – não têm acesso à ajuda humanitária, água potável, abrigo adequado ou serviços de saúde.
Dos 537 mil refugiados que chegaram desde agosto, 58% são crianças, enquanto 60% dos adultos são mulheres.
O maior campo de refugiados fica em Kutupalong, que passou de 13,9 mil ocupantes para 2 mil nos últimos meses, mas o espaço limitado faz com que sejam criados assentamentos improvisados nos arredores, onde hoje vivem 311,2 mil pessoas – eram 99,5 mil até agosto.
Na região, já existem 14 assentamentos com 10 mil pessoas ou mais. Também foram identificadas 145,6 mil pessoas vivendo em acampamentos em comunidades próximas.
- Conteúdo BBC -
* Imagens aéreas mostram dimensão de êxodo na maior crise de refugiados atual



quarta-feira, 7 de junho de 2017

A guerra de propaganda por trás do reaparecimento de menino sírio símbolo de conflito

Você se lembra do menino que se tornou símbolo da guerra na Síria?
Omran foi retirado de escombros em Aleppo após forte bombardeio.
A imagem, que correu o mundo, ilustrou o sofrimento da população civil diante da guerra.
Muitos acusaram os governos sírio e russo pelo bombardeio em áreas residenciais.
Mas segundo a imprensa estatal síria, o menino foi, na verdade, salvo por forças do governo.
Um novo vídeo mostra que Omran já estaria bem - e mostra também como a guerra civil da Síria também vem sendo disputada no campo da propaganda.
No novo vídeo, o pai dele declara apoio ao presidente Bashar al-Assad e diz que as imagens do filho foram usadas pela oposição e pela imprensa internacional para atacar o líder sírio.
Assad acusou os Capacetes Brancos, o conhecido grupo de voluntários locais que disse ter resgatado Omran, de propaganda enganosa.
O governo sírio e sites pró-Rússia acusam os Capacetes Brancos de servirem interesses de grupos rebeldes.
Um vídeo recente deles, em que realizam um "desafio do manequim" em meio a escombros da guerra, foi distribuído pelas Forças Revolucionárias da Síria, um dos principais grupos de oposição.
Lideranças dos Capacetes Brancos disseram que dois de seus voluntários participaram do vídeo, mas que este não fora sancionado pelo grupo.
(Conteúdo BBC)






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terça-feira, 6 de junho de 2017

Omar Daqneesh: Menino símbolo da guerra da Síria reaparece saudável

A imagem do pequeno Omar Daqneesh ensanguentado após um bombardeio em Aleppo comoveu o mundo em agosto de 2016. 
Nesta semana, a família do garoto deu um entrevista na TV - e mostrou como ele está após o resgate.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Soldado iraquiano reencontra mãe em comboio de refugiados/Mossul

Ao menos para um soldado, a operação que tenta reconquistar a cidade iraquiana de Mossul proporcionou um raro momento de alegria.
Saad, um militar que vivia na cidade, não via sua mãe desde que o grupo autodenominado Estado Islâmico tomou o local, há cerca de dois anos.
Desde o dia 17 de outubro, uma força de ataque formada por 50 mil combatentes iraquianos, peshmerga (como são conhecidos os curdos iraquianos), tribos sunitas e milicianos xiitas - assistidos por aviões militares e consultores de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos - luta para conquistar Mossul.
Saad integra a força militar. Na semana passada, ele recebeu a informação que sua mãe poderia estar em um dos comboios de civis que tentavam deixar a cidade.
Ele iniciou então uma busca frenética em diversos ônibus até achá-la. O emocionante reencontro deles foi registrado por uma equipe da BBC.
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