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sábado, 21 de outubro de 2017

O êxodo de refugiados em imagens aéreas/Mianmar

A situação crítica vivida por milhares de muçulmanos rohingya é considerada atualmente a crise de refugiados que se agrava mais rapidamente no mundo.
Arriscando suas vidas ao fugir de Mianmar a pé ou pelo mar rumo a Bangladesh, mais de 500 mil já abandonaram suas casas para escapar da perseguição dos budistas na província de Rakhine, no norte do país, desde agosto de 2017.
A Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu as ações militares em Rakhine, motivo do êxodo, como "um exemplo clássico de limpeza étnica".
As Forças Armadas de Mianmar argumentam estar combatendo militantes rohingya e negam ter civis como alvos.
No início do ano, 1 milhão de rohingyas viviam no país, majoritariamente em Rakhine.
Eles são uma das principais minorias étnicas de Mianmar e formam grande parte da população muçulmana.
Mas o governo se recusa a conceder cidadania aos rohingya e chegou, inclusive, a exclui-los do Censo de 2014.
Desde a década de 1970, os rohingya abandonaram Mianmar em números significativos, bem superiores às estimativas oficiais.
Nos últimos anos, antes da recente crise, milhares enfrentavam travessias perigosas para fugir do país, deixando para trás agressões e abusos das forças de segurança.
O último êxodo começou em 25 de agosto, depois que insurgentes rohingya atacaram mais de 30 postos policiais.
Os Rohingyas que chegam à área conhecida como Cox’s Bazaar, um distrito de Bangladesh, dizem ter abandonado Mianmar após tropas, apoiadas por multidões de budistas, queimarem vilarejos, atacando e matando civis.
A Anistia Internacional diz que os militares de Mianmar já mataram centenas de rohingya e abusaram de meninas e mulheres da etnia.
O governo alega que as operações contra os militantes foram encerradas no dia 5 de setembro, mas correspondentes da BBC constataram que elas continuaram após essa data.
Ao menos 288 vilarejos foram parcial ou totalmente destruídos por incêndios no norte de Rakhine após agosto de 2017, segundo análise de imagens de satélite pela ONG Human Rights Watch.
Os registros mostram os vilarejos onde os rohingya viviam foram reduzidos a cinzas enquanto outros próximos permaneceram intactos.
A Human Rights Watch diz que a maior parte dos incêndios considerados criminosos aconteceu no município de Maungdaw, entre 25 de agosto e 25 de setembro, e vários deles acabaram destruídos após 5 de setembro, mesmo depois que a líder de facto de Mianmar, Aung San Suu Kyi, ter dito que as operações haviam sido encerradas.
A ONU assinala que a situação no país é “a crise de refugiados que se agrava mais rapidamente no mundo”.
Antes de agosto, já havia 307,5 mil refugiados rohingya vivendo em campos, assentamentos e comunidades, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
A maioria dos rohingya em fuga que chegam a Mianmar – homens, mulheres, crianças, a maioria sem nenhum bem a não ser as roupas do corpo – não têm acesso à ajuda humanitária, água potável, abrigo adequado ou serviços de saúde.
Dos 537 mil refugiados que chegaram desde agosto, 58% são crianças, enquanto 60% dos adultos são mulheres.
O maior campo de refugiados fica em Kutupalong, que passou de 13,9 mil ocupantes para 2 mil nos últimos meses, mas o espaço limitado faz com que sejam criados assentamentos improvisados nos arredores, onde hoje vivem 311,2 mil pessoas – eram 99,5 mil até agosto.
Na região, já existem 14 assentamentos com 10 mil pessoas ou mais. Também foram identificadas 145,6 mil pessoas vivendo em acampamentos em comunidades próximas.
- Conteúdo BBC -
* Imagens aéreas mostram dimensão de êxodo na maior crise de refugiados atual



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Exclusivo: as imagens da tragédia da fome entre crianças na Venezuela

A Venezuela está mergulhada em uma grave crise econômica e os mais jovens acabam sendo os mais vulneráveis.
Os últimos dados do Ministério da Saúde do país indicam que a mortalidade infantil aumentou 30% em 2016.
A ONG Cáritas detectou níveis alarmantes de desnutrição infantil nas províncias de Miranda, Vargas, Zulia e Distrito Capital.
Em Valles del Tuy, no Estado de Miranda, a mãe de Germain diz que não sabe como ajudar seu filho, que pesa a metade do peso que deveria ter aos 11 anos.
A avó de Agnely tem a mesma preocupação. Sua neta, que tem 7 anos e pesa 18 quilos, come apenas uma ou duas vezes por dia.
Os adultos também são afetados pela fome.
A escassez severa de alimentos e uma inflação de 700% faz com que cada vez mais pessoas busquem comida no lixo.
"Agora conseguir comida é uma confusão, de alguma maneira tenho que alimentar minha filha", diz uma mulher nas ruas da capital Caracas.
A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, falou com médicos e famílias afetadas pela desnutrição, um problema crescente na Venezuela.
A reportagem procurou o governo venezuelano para comentar sobre o assunto, mas não obteve resposta.
Assista ao vídeo.
- Videorreportagem de Vladimir Hernandez, enviado especial da BBC à Venezuela. -



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A guerra de propaganda por trás do reaparecimento de menino sírio símbolo de conflito

Você se lembra do menino que se tornou símbolo da guerra na Síria?
Omran foi retirado de escombros em Aleppo após forte bombardeio.
A imagem, que correu o mundo, ilustrou o sofrimento da população civil diante da guerra.
Muitos acusaram os governos sírio e russo pelo bombardeio em áreas residenciais.
Mas segundo a imprensa estatal síria, o menino foi, na verdade, salvo por forças do governo.
Um novo vídeo mostra que Omran já estaria bem - e mostra também como a guerra civil da Síria também vem sendo disputada no campo da propaganda.
No novo vídeo, o pai dele declara apoio ao presidente Bashar al-Assad e diz que as imagens do filho foram usadas pela oposição e pela imprensa internacional para atacar o líder sírio.
Assad acusou os Capacetes Brancos, o conhecido grupo de voluntários locais que disse ter resgatado Omran, de propaganda enganosa.
O governo sírio e sites pró-Rússia acusam os Capacetes Brancos de servirem interesses de grupos rebeldes.
Um vídeo recente deles, em que realizam um "desafio do manequim" em meio a escombros da guerra, foi distribuído pelas Forças Revolucionárias da Síria, um dos principais grupos de oposição.
Lideranças dos Capacetes Brancos disseram que dois de seus voluntários participaram do vídeo, mas que este não fora sancionado pelo grupo.
(Conteúdo BBC)






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terça-feira, 6 de junho de 2017

Omar Daqneesh: Menino símbolo da guerra da Síria reaparece saudável

A imagem do pequeno Omar Daqneesh ensanguentado após um bombardeio em Aleppo comoveu o mundo em agosto de 2016. 
Nesta semana, a família do garoto deu um entrevista na TV - e mostrou como ele está após o resgate.

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domingo, 22 de junho de 2014

Papa Francisco relembra as vítimas da Máfia em sua passagem pela Calábria

De visita à Calábria, no sul de Itália, o Papa Francisco falou sobre a máfia, especificamente sobre as vítimas, referindo-se sobretudo ao caso de uma criança de três anos morta durante um ajuste de contas em Cassano all’Ionio, o berço da ‘Ndrangheta.




segunda-feira, 12 de maio de 2014

Cerimônia para 'Mães Sem Nome' no Cristo Redentor do Rio

O ato aconteceu aos pés do Cristo Redentor, no Dia das Mães
A cerimônia homenageia as mães que perderam seus filhos, em sua maioria, vítimas da violência.





segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O retrato chocante das vítimas da bomba lançada em playground na Síria em agosto/2013

As imagens mostrando vítimas de um ataque a uma escola na Síria com uma bomba incendiária de napalm que chocou o mundo no mês passado.